terça-feira, 30 de março de 2010

Faculdade

Aula, matéria, palavras, números, contas, calculadora, lápis, caneta e borracha, muita borracha. Escreve, escreve, escreve... explicação, discussão, exemplos teóricos, exemplos práticos. Números (sim, de novo), palavras (muito mais palavras), raciocínio lógico, raciocínio não tão lógico assim, exercícios, fórmulas e mais números. Não vivemos só de contas. Marcas, patentes, clientes, exemplos... Mais exemplos. Provas, provas, provas... Quatro P’s: Preço, produto, praça, promoção; com mais quatro viram oito: processos, produtividade, pessoas, physical evidence. Construir valor. Valor, custo, planejamento, controle, qualidade, eficiência, eficácia, metas, objetivos e estratégias. Crédito, débito, passivo, ativo (rere), patrimônio líquido, sócios, deveres e obrigações, direitos, bens e serviços. Sazonalidade, Perecibilidade e outros dois que nem lembro. Bolsa de valores, valores. Bancos, financeiras, análise de crédito. Preço, quantidade, mão-de-obra, gasto fixo, gasto variável. Custo é uma coisa, preço é outra. Gasto. Salário, direito do empregado, direito do empregador. Uniforme, EPI, décimo terceiro, férias. Vantagens e desvantagens. Pontos fortes e pontos fracos. Análise SWOT. Organograma, fluxograma. Kotler, Porter, Ford, Fayol... Comportamento, saber ouvir, saber falar, saber o que quer e saber onde quer chegar. Entender as pessoas, entender a si mesmo. Falar a mesma língua, passar uma mensagem clara e objetiva. Saber se vestir para cada ocasião. Intervalo. Ponto de equilíbrio, faturamento líquido, lucro líquido, lucro bruto, lucro, prejuízo, porcentagem, quatro casas depois da vírgula. Histórias que contam, histórias que ouvimos. Empresas de grande, médio e pequeno porte. Excel. Tempo, espaço. Apostilas, textos, gráficos, análises, comentários, trabalhos em sala, trabalhos para casa, seminários... e mais um monte de coisas que nem lembro mais. Quem disse que seria fácil?

sábado, 27 de março de 2010

Histórias que o povo conta...

Professor "Muguilo", vulgo Murilo

"Quando eu era gerente do banco, chegou um cliente na minha mesa e bateu duas vezes. “toc-toc”. Só vi uma sombra, olhei pra cima e pensei “, f-o-d-e-u". Ai o cara começou a me falar sobre seu problema...

Naquela época, tinha uma conta de investimentos onde você podia transferir da conta corrente para ela. Então ele transferiu. Mas, a conta corrente não podia ficar negativa e o mínimo na conta de investimento deveria ser de R$ 500,00. Como o cara tinha R$ 500,00 na conta corrente, teve que transferir tudo.

Daí, como ele ficou com a conta corrente zerada, isso gerou um imposto. Lembro que gerou um saldo negativo de R$ 0,30. Como a conta não podia ficar negativa, o sistema recuperou os R$ 500,00 da outra conta (já que nela não poderia existir quantia menor) e jogou na poupança.

Daí eu expliquei isso pra ele, roendo as unhas. Daí o cara cresceu mais ainda e disse “Mas quem é esse tal de “Sistema”? Não autorizei ele a mexer na minha conta. Chama ele agora, quero falar com ele.” Ai eu pensei de novo “NÓ, f-o-d-e-u”. Passei muito mal, porque queria rir mas não podia. Depois tive que ir embora do banco. Enfim...

E ai? Como eu ia explicar pro cara que o sistema era algo no computador? Pior, pensei em falar “Você quer conversar com o sistema? Então me vira o rabo que vou lhe enfiar um cabo UBS e você conversa com o sistema”, mas não o fiz. Comecei a explicar, mas imaginando o cara de costas, com um cabo USB no rabo, conversando com o sistema..."



quarta-feira, 17 de março de 2010

#aleatório

Sabe quando você tira um peso das costas? Isso te dá uma sensação de liberdade, sei lá. Aconteceu comigo, por dois motivos... mostrei um texto e acabei "ajudando" alguém a seguir mais "leve" e tive uma conversa que queria ter fazia um tempo, mas estávamos sem coragem (ou esperando o tempo certo, mesmo sabendo que pra nós esse tempo nem existe).
Ontem foi um dia cheio de "realizações" e de muito mais "pé no chão", com uma pitada de "matar saudade". É. Valeu a pena. Valeu pelos dois motivos. Ambos me deixaram bem feliz. Valeu ter ficado por aqui até quase cinco horas da manhã, fingindo estar estudando. Valeu.
Agora é ver se aquilo tudo será seguido ou foi apenas mais uma noite cheia de conversas jogadas fora.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Primeiro...

Como sou ruim com números, não me lembro o dia, mês, ano... nem sei quantos anos tinha na época. Se não me engano eram 15... e meio. Daí aconteceu.

Não me lembro como e nem por que aconteceu, mas acho que tinha que acontecer. Lembro apenas que era madrugada. Só lembro disso por que só nos encontrávamos na madrugada. Ótimas madrugadas.

Lembro que foi mais ou menos assim. Nos adicionamos, conversamos, paramos de nos falar e depois de MUITO tempo a pessoa puxou assunto por que estava fazendo “uma limpa” no MSN e queria saber de onde eu era e porque estava por lá, nos seus "contatos". Daí começou pra valer e vimos que tínhamos muita coisa em comum. Não tão em comum assim, mas tínhamos muitas coisas.

Não me apaixonei no primeiro instante, pelo contrário. Demorei muito pra cair na real de que era amor, paixão ou sei lá o que. Precisei de quase uma chacoalhada pra ver se acordava. Então, acordei.

Sempre fui tímida e, naqueles momentos, conseguia ser pior. Nada de falar, escrever, puxar assunto... Não sei como me agüentou tanto tempo. Mas acabou que agüentou. Agüentou um bom tempo. Mesmo. Muitos meses, talvez um ano e poucos meses.

Não sei por que, mas conhecer e me apaixonar por pessoas que moram longe sempre me perseguiu. Esse meu primeiro... amor, paixão, sei lá o que, mora no Rio de Janeiro. Carioca. Com o sotaque mais foda do mundo. Adorava ouvir. Mesmo se fosse apenas pra ouvir coisas sem sentido, jogar conversa fora... Era como “música para os meus ouvidos”. E eu me entreguei, de verdade.

Foi nessa época que descobri que meu coração acelera quando certas pessoas entram no MSN. Descobri que rio sozinha, quando leio algo escrito para mim. Descobri que posso sonhar noites e noites com a mesma pessoa, mesmo não lembrando muito do sonho. Descobri tanta coisa, mas era tão “pirralha” que acabei me machucando quando tudo acabou.

O fim foi meio tenso. Sei que cada um deve viver sua vida da maneira que bem entender, mas me magoei de verdade. Realmente “partiu meu coração”. E eu sabia que não poderia fazer nada para evitar e nem seria certo fazer.

Às vezes, tentam reviver o passado, mas minhas lágrimas secaram e meu coração foi ocupado com outras coisas. Não que não me importe mais, muito pelo contrário, apenas não quero mais. É. Às vezes, penso que foi por toda essa história que acabei ficando seca, chata e idiota em alguns bons sentidos.

E como o primeiro a gente nunca esquece, resolvi escrever alguma coisa. E como já passou e não machuca mais, fica mais fácil de escrever, ler, lembrar... foi bom enquanto durou, mesmo. Sempre acho que devo agradecimentos por tudo, me fez crescer e me descobrir bem mais. Então, mesmo sabendo que não lerá isso, obrigada por tudo. Tudo mesmo.

Sabe, as vezes seguir o NOSSO caminho é sempre a melhor escolha. (Super clichê, mas é isso mesmo)


segunda-feira, 1 de março de 2010

Meus quase 20 anos...

Nasci. Tive uma infância boa, pelo que vejo nas fotos, já que não lembro de nada, nada mesmo. Fui crescendo e conhecendo pessoas, lugares, tendo experiências, sentindo emoções fortes... Convivi bastante com a família quando era menor, ia para o sítio, para o rancho do papai, para a casa de parentes em Minas, viajava nas férias para as praias, campos, parques... Daí, fui crescendo...
Sempre gostei de jogar futebol (e isso não quer dizer nada) e na minha travessa sempre teve muitos meninos que também gostavam, então ficávamos brincando até tarde (11 da noite). Essa foi a época de foder o joelho, o dedo, o braço, o rosto... Uma época inocente, onde meninos e meninas brincavam sem malícia alguma. Lembro da casa da Dani. Brincávamos de "X no chão", era tão bom. Lembro também da briga com a Dani pelo travesseiro do Mickey do Pedro, rere. A gente rolou no chão, puxando cabelos e dando tapas. Saudade da Dani e saudade daquela época.
Tive muitos vizinhos. Eles nunca param aqui. As mulheres da travessa são linguarudas e estão sempre brigando. Acho que isso espanta pessoas direitas. Muitas pessoas, diga-se de passagem.
Tinha uma vizinha que era quase como a "Bruxa do 71". As crianças tinham medo dela. A gente jogava coisas no quintal dela e nos escondíamos para ver o que ela faria. Ela nunca fazia nada. Ela era estranha, bem estranha. Dona Cida, o nome dela. Depois de um tempo, acho que eu devia ter uns 11 ou 12 anos, ela se mudou não se pra onde. Foi-se sem dizer tchau. O Tiago mudou-se para a casa dela, junto com a mulher e o filhinho. Não me lembro muito do Tiago, mas ele me adorava quando pequena, ficava brincando comigo, me empurrava no balanço, me ajudava com a bicicleta... Hoje, ele faz faculdade onde faço e eu nem falo com ele. Tenso.
Quando tinha uns 10 anos, foi quando conheci o Pedro. Ele ainda não morava na travessa, morava em uma das ruas que a dividia. Minha mãe conhecia a mãe dele e me levou lá um dia. Nós jogávamos vídeo-game quase sempre. Mas não me lembro de muita coisa dessa época. A Alessandra era mais amiga dele do que eu, eram vizinhos de verdade. Fui conhecê-la depois de uns 2 anos.
Quando tinha 12 anos foi quando minha vida mudou de verdade, em relação as amizades. O Pedro se mudou para a travessa, então ficamos mais juntos e conversávamos mais. A Alessandra ficou "best friend" da Dani, então vinha na travessa sempre. O Wellington, que eu só conhecia da escola, por que estudávamos na mesma sala, mudou-se para a travessa também. Nessa época eu gostava dele, rere. E a Alessandra disse isso a ele, Deus. Lembro que fiquei com muita vergonha, mas depois vi que era só amizade, graças.
Nessa época começaram a chegar pessoas de outros lugares aqui. Como o Wesley, o Marquin, uma menina que nem me lembro o nome, o Paulo e sua irmã, o Renato... um bando de gente. A travessa ficava cheia e nós ficávamos conversando em frente a casa da Dani até um pouco mais tarde. Nessa época, a Dani era A pegadora, não deixava um menino passar batido, rere.
Daí a gente foi crescendo e a Dani se mudou. Aparece na casa da Alessandra de vez em quando. A Dani é gente boa. Me ensinou a puxar cabelo de mulher #pensa.
Na época a Alessandra, o Well, a Dani e eu estudávamos na mesma escola. Então, íamos todos juntos e atrasados. Quando a Dani se mudou ficamos em apenas três e logo a Alessandra se formou e ficamos em dois. Bons tempos.
Ainda na minha época de 13, 14 anos... depois que a Dani se mudou, começamos a ir pra casa da Alessandra e conversávamos por lá. Então conheci a Andréa e a Menikem, que moravam em frente. Conheci também o Klébin, que foi quase meu primeiro beijo, Deus. Era boa aquela época. O Pedro começou a namorar a Menikem, HM. A Andréa pegava um monte de moleques e foi indo, indo, indo... Lembro que acabamos conhecendo um pessoal que morava lá em cima, umas 8 quadras daqui, então íamos lá de vez em quando. Conhecemos a Fabiana também, que pegou todos os meninos que existiam aqui, rere. Agora, por obra do destino, ela trabalha na loja junto com o Pedro e a Alessandra.
Bom, depois que a Alessandra terminou o colegial, começou a fazer faculdade a noite. Então, nem íamos mais pra lá. Ficávamos mais na casa do Well. Jogávamos "Bets" e futebol na rua e quando estava chovendo, jogávamos WAR, QI, Detetive, Jogo da Vida ou vídeo-game mesmo. Íamos lá todas as noites.
Quando começamos o colegial, minha vida mudou DE VERDADE. O Pedro foi pra uma escola do mal, onde aprendeu coisas do mal e acabou me ensinando e me levando para um mal caminho #pensa. Sempre ia até a escola dele e ficava lá em frente, fazendo coisas quase erradas. Foi a melhor época. Conheci muita gente e acabei me conhecendo melhor também. Íamos muito ao Shopping e a Pracinha do Mal. Saudade de tudo aquilo. Era meio tenso, mas era muito bom. Mesmo.
Meu terceiro ano de colegial foi estranho. A gente nem estudava, só conversava e ninguém ligava a mínima pra vestibular. Nossa sala nem era unida, mas todo mundo chorou cantando "Por Enquanto". Ah! Esse dia foi bom, muito bom. A gente viajava bastante, curtia bastante, fazia festinhas na sala (mesmo não podendo), fizemos a diretora chorar nos últimos dias, por que ela nos adorava. Lembro das nossas fugas desesperadas. A melhor época.
Quando terminei o colegial consegui um emprego no cinema. Comecei em lugar e em menos de um mês estava em outro. A gerente me adorava (RISOS) e fazia tudo que eu pedia (MUITO RISOS), mas não soube aproveitar muito bem. Era um lugar onde salário não importava, porque aquilo nem salário era, de tão pequeno. As pessoas iam trabalhar felizes. A gente brincava na cozinha, assistia filmes no horário de trabalho, escorregávamos na sala desativada, ficávamos dando voltas no Shopping fingindo que estávamos trabalhando... era tão bom. Fiquei 5 meses por lá e me arrependo de ter saído tão rápido.
Ai começou a faculdade e eu estava totalmente estressada, já que não queria aquele curso. Nos primeiros dias, sentava no canto, sem falar com ninguém. Até que um dia, tivemos que sentar em grupo, daí as meninas me chamaram. Conheci a Bruna, a Aline, a Lô e a Ju. Depois conheci os meninos, O Marcus, o Tiago, o Deus. Depois conheci as outras meninas, a Denise e a Camila... conheci mais algumas pessoas que nem fazem mais aula. Ficamos um ano naquela sala, mas acabou ficando insuportável, pois o pessoal do fundo era do mal. Então nos mudamos para a outra sala. Fiquei no meu grupinho mais uns 7 meses, daí comecei a ir cada vez mais pro fundo, até sentar de vez com o Gui, a Si, a Japa e a Lu. Nem sei direito porque fui pro fundo, já que gosto do pessoal da frente, mas eles não me entendem muito bem (se é que me entendem). Todos namoram lá embaixo, me sentia meio "diferente" #pensa.
Ano passado, comecei a trabalhar numa "copiadora" e era um saco. De verdade. Eu nem trabalhava, por que não tinha muita coisa pra fazer. Ficava estudando o dia todo e isso me cansou. Fiquei 6 meses e pedi demissão. Essa foi uma escolha que não me arrependo e ainda acho que aguentei demais.
Depois desse último "emprego" fico dizendo sempre que vou arrumar um estágio, mas não procuro por que nem sei o que quero. Quero dinheiro, claro. Mas não sei se arrumarei algo que gosto, sabe? Por que, trabalhar sem gostar é um porre. Daí acabo enrolando e tô aqui, há quase um ano sem trabalho. Tenso.
E como digo que sempre me arrependo das minhas escolhas, sei que vou me arrepender por ter perdido tanto tempo sem fazer nada, mas enquanto não me arrependo, vou ficando assim.

Nunca pensei que iria crescer. Pensei que pudesse ser criança pra sempre, sabe? Estilo Peter Pan. Mas, infelizmente, não é assim.
Daqui dois meses (um pouco menos) completo 20 (VINTE) anos. É muita coisa, gente. O pior é que passou tudo muito rápido. Sei que isso é meio clichê, mas até ontem eu tinha 17 anos, pô. Ah! Meus 17 anos, hm. Outro dia conto como foi aquele ano; um dos melhores, se não o melhor #pensa.
Pior que fico pensando no passado e vejo que nunca fiz nada de importante, nem pra mim e nem pra ninguém. Como se eu só tivesse existido e não vivido, saca? Não consigo lembrar de nada produtivo, só de perdas. A maioria das pessoas que conheci nesse tempo se foram, por que EU fiz isso acontecer. Só as que sempre estiveram aqui que continuam. As meninas do colégio, vejo algumas por que fazem faculdade no mesmo lugar que eu, mas não é nada igual. Nem converso mais com pessoas que conversava todos os dias, em todas as aulas. Os moleques do cinema, nunca mais os vi e só AS VEZES falo com algum deles por aqui. Cara, são pessoas que eu convivia diariamente. Como posso deixa-las irem assim? Sem contar os "amigos virtuais" que já nem me restam. Afastei todos, é. Ah! Esse meu jeito complicado que me acaba com a vida.
Fico pensando no pessoal da faculdade. Gosto tanto deles, mas e depois que o curso acabar? Será que vai acontecer a mesma coisa que sempre acontece comigo? Meu, não quero isso. Não quero mesmo. Mas como faz pra mudar? Afasto as pessoas sem querer. Não quero mais isso pra mim.
Sem contar as pessoas que perdi, achando que estava fazendo o certo quando, na verdade, só fiz merda. Sempre fico segura sobre minhas escolhas, mas depois repenso e realmente acho que fiz merdas e mais merdas. E isso não é apenas para pessoas, mas também para trabalhos, cursos, experiências... Deixo tudo passar e quando vejo não dá mais pra voltar atrás.
Enfim, até meus textos são complicados de entender. Nem me expressar sei. Tsc, que vidinha complicada.