sábado, 10 de abril de 2010

Lembranças

Pedro, Alessandra, Mariana e Wellington numa conversa sobre passado...

Foi quando o Pedro perguntou Vocês lembram quando a gente brincava aqui na rua? E todo mundo disse "sim", balançando a cabeça de forma positiva e "viajando nas idéias" como num flashback. É claro que nossas lembranças eram diferentes, vistas por outros olhos, de outros ângulos, com outras conclusões... mas eram as mesmas lembranças, vivemos os mesmos dias, rimos ou choramos dos mesmos tombos, corremos as mesmas ruas, chutamos as mesmas bolas... e estamos aqui, no mesmo lugar só que, dessa vez, com responsabilidades e altura.
É claro que naquela época a gente pensava muito mais no presente do que no futuro. E agora, pensamos mais no passado do que no presente e nunca deixamos o futuro de lado. É estranho. É estranho lembrar que fomos amigos e ainda somos e que nada mudou, só a idade. É claro que quando se cresce você acaba ficando mais careta e não faz tudo com a mesma intensidade, vontade e inocência de antes. Mas quem diria, mais de dez anos depois ainda estamos aqui, juntos e amigos. É claro que muita gente deve viver isso, ter aquela amizade "pra sempre", sabe? Mas isso, geralmente acontece na escola. Com a gente não. A gente se conheceu aqui, onde moramos. O destino colocou cada um em uma quadra da cidade, pertinho, aqui do lado direito, aqui do lado esquerdo, virando ali... E pra quem não acredita em destino, isso é, ao menos, inusitado.
Enfim... antes de falar deles queria falar das brincadeiras. Eram tantas...

Sempre quando tinha alguma festinha na travessa, a gente fazia amizade com todas as crianças (porque criança é assim e isso é muito mágico) e íamos brincar de "pique-esconde". É claro que a gente sempre se escondia junto e se ajudava. Como aqui é "pequeno" não tinha muito lugar pra se esconder então, na maioria das vezes, a gente só dava uma volta na quadra e quando a pessoa que tava procurando já tava quase virando a outra esquina, a gente ia andando e batia no pique. Quando ficamos maiores um pouco e tinha aquela história de começar a beijar e tudo mais, nessas nossas voltas na quadra ficávamos com quem estávamos "afim". É engraçado lembrar.
Além do pique-esconde, brincávamos de "X" no chão. Isso era na casa da Dani. A gente marcava o chão com alguns "X's" e eles eram o "pique", sabe? É estranho, mas era engraçado. A gente brincava tardes e mais tardes.
Tinha também o futebol. Como aqui é travessa e não passa muito carro, dava pra jogar super tranquilo. A gente ralou muito joelho e acabamos com muitos dedos.
Teve a época do "Bets" (aquele com garrafa, tacos, bolinha e marcas no chão). Como era em dupla a gente sempre jogava com os mesmos parceiros. Fizemos alguns campeonatos e estouramos algumas bolinhas. Cara, a gente era muito forte porque as bolinhas atravessavam as ruas e iam parar lá no outro quarteirão.
Tinha aquela brincadeira também, que sempre me esqueço como era... devia ser dolorido pra quem ficava de "quatro" no chão. Acho que o nome era "estrela nova cela" (?). Era tensa, mas engraçada.
Depois de um tempo a gente começou a ir mais na cada do Well. Lá, nós jogávamos futebol, WAR, QI, Detetive ou qualquer outro jogo. A gente ia pra lá a tarde, umas 17 horas, e voltávamos umas 22 horas.

Era tão bom tudo aquilo... mas aos poucos a gente foi "crescendo e deixando de lado". Só sei que vivi tudo intensamente e tenho ótimas lembranças e, pelo que a gente tava conversando, o Pedro, a Alê e o Well também devem ter.
É bom saber que crescemos e vivemos tudo aquilo junto.
Hoje, o Wellington trabalha no núcleo de Odontologia da USP e faz Economia por lá. O Pedro, trabalhou no Shopping quase dois anos e agora ta "desempregado", mas nem ta procurando emprego porque quer "curtir" um pouco. A Alessandra tem diploma de Pedagogia e trabalha na mesma loja onde o Pedro trabalhou. Eu, bom... todo mundo sabe... sou a vagal que só estuda.
É bom saber que, apesar de tudo, ainda somos amigos. E é bom saber, também, que se eles me aturaram dez anos (pra mais) podem me aturar pelo resto da vida.

domingo, 4 de abril de 2010

“Mas você parece ser uma pessoa que não demonstra muito seus sentimentos, né?”

Aí é que tá. As pessoas acham que pelo fato de alguns não demonstrarem, é porque não sentem. Mas, muito pelo contrário. Acho que sinto até demais. Só prefiro guardar pra mim. Não me pergunte o porque, sempre foi assim.

Não sei se é só a minha opinião, mas quando as pessoas demonstram demais acabam se tornando frágeis, pois podem achar que como gostam da pessoa, a pessoa automaticamente passa a gostar dela. E não é assim. Não é assim MESMO. Quando você se “declara” a alguém, qualquer simples palavra ou demonstração que a outra pessoa dá acaba se tornando a coisa mais “linda”, “fofa”, “foda”, “fantástica”... que essa pessoa fez. Mas não é assim. As vezes, a pessoa só demonstra carinho e isso não é “gostar” ou “amar”, as vezes (e na imensa maioria das vezes) isso é só afeto e/ou educação. E isso é errado, mentir pra não magoar.

Mas nem é isso que quero dizer. O buraco é mais embaixo. Quero que você veja que quando digo “gosto de você”, “te queria aqui comigo”, “sinto sua falta”, “penso em você sempre” etc, é por que eu REALMENTE sinto tudo isso. E, às vezes, podem ser poucas as palavras, mas o sentimento é BEM maior que todas elas, que todo o dicionário, que todas as palavras em todas as outras línguas, que todas as palavras que nem existem... mas isso ninguém vê, porque simplesmente não demonstro, mas SINTO. E sinto de uma forma gigantesca.

Agora, para de ‘gracinha’ e coloca uma coisa ai dentro da sua cabeça: gosto de você de verdade. É difícil entender? São só cinco palavras.

Sentimentos deveriam ser mais fáceis.

Nunca fui boa com tacos e bolas...

Era uma vez... cinco universitários que tentavam entender um pouco mais de uma matéria considerada FO-DA (pense na matéria mais foda que você já viu, agora pense em números, agora pense em números quebrados que deverão ser guardados para que considere-se todas as 25 casas depois da vírgula (para dar o número mais “exato” possível), agora pense em impostos, agora pense em porcentagem, agora pense em um exercício de DUAS folhas (com os dados para chegar na resposta final), agora pense em mil passos para chegar numa fórmula enorme. Pensou? Então, é um pouco mais difícil que isso). Para isso, não bastava estudar na sala, na biblioteca, em casa... a gente tinha que se reunir. E o fizemos.

Num belo sábado chuvoso, sem nada pra fazer (e com todo mundo lotado de chocolate, pois ninguém esperou que a Páscoa chegasse para abrir os ovos), fomos para a casa da Si.

A Si, mora lá no quinto dos infernos e a casa dela é grande. Na casa moram ela, o marido, um cachorro, uma cadela e um gatinho MUITO fofo (o Tom).

Chegamos lá às 15 horas e “estudamos” até às 19 horas. “Estudamos”, porque a gente realmente conversou mais do que prestou atenção no exercício, mas mesmo assim, ainda conseguimos fazer algumas partes.

Eis que a mesa de sinuca estava me chamando e não conseguia parar de olhá-la. Então, a Si, vendo que eu estava inquieta na mesa querendo sair logo dali, disse: Vamos lá jogar? Como ela é dona da casa não tinha como dizer “não”. Então fomos, todos. Jogamos e jogamos. O bom é que ninguém é bom (tirando o Paulinho e o amigo dele). Eram partidas de 40 minutos, no mínimo. A gente deu boas risadas.

Começamos o churrasco e a Si abriu uma garrafa de vodka pra gente (ela e eu). Começou a fazer minha bebida e, quando vi, já tava tontinha. Quem diz que joga melhor sinuca quando está bêbado, deveria me ensinar. Comigo é totalmente ao contrário, consigo ficar BEM pior. Mas enfim, fiz parceria com o Gui, depois com a Japa, depois com o amigo do Paulinho... eu era de todo mundo.

Foi bom, voltei pra casa 1 hora e pouco da manhã. Fiquei doze horas na casa dela, cara. Quanta coisa. Pena que ela mora lá do outro lado da cidade.

Esperando, ansiosamente, outros dias de estudo.

Nunca fui boa com tacos e bolas...

Era uma vez... cinco universitários que tentavam entender um pouco mais de uma matéria considerada FO-DA (pense na matéria mais foda que você já viu, agora pense em números, agora pense em números quebrados que deverão ser guardados para que considere-se todas as 25 casas depois da vírgula (para dar o número mais “exato” possível), agora pense em impostos, agora pense em porcentagem, agora pense em um exercício de DUAS folhas (com os dados para chegar na resposta final), agora pense em mil passos para chegar numa fórmula enorme. Pensou? Então, é um pouco mais difícil que isso). Para isso, não bastava estudar na sala, na biblioteca, em casa... a gente tinha que se reunir. E o fizemos.

Num belo sábado chuvoso, sem nada pra fazer (e com todo mundo lotado de chocolate, pois ninguém esperou que a Páscoa chegasse para abrir os ovos), fomos para a casa da Si.

A Si, mora lá no quinto dos infernos e a casa dela é grande. Na casa moram ela, o marido, um cachorro, uma cadela e um gatinho MUITO fofo (o Tom).

Chegamos lá às 15 horas e “estudamos” até às 19 horas. “Estudamos”, porque a gente realmente conversou mais do que prestou atenção no exercício, mas mesmo assim, ainda conseguimos fazer algumas partes.

Eis que a mesa de sinuca estava me chamando e não conseguia parar de olhá-la. Então, a Si, vendo que eu estava inquieta na mesa querendo sair logo dali, disse: Vamos lá jogar? Como ela é dona da casa não tinha como dizer “não”. Então fomos, todos. Jogamos e jogamos. O bom é que ninguém é bom (tirando o Paulinho e o amigo dele). Eram partidas de 40 minutos, no mínimo. A gente deu boas risadas.

Começamos o churrasco e a Si abriu uma garrafa de vodka pra gente (ela e eu). Começou a fazer minha bebida e, quando vi, já tava tontinha. Quem diz que joga melhor sinuca quando está bêbado, deveria me ensinar. Comigo é totalmente ao contrário, consigo ficar BEM pior. Mas enfim, fiz parceria com o Gui, depois com a Japa, depois com o amigo do Paulinho... eu era de todo mundo.

Foi bom, voltei pra casa 1 hora e pouco da manhã. Fiquei doze horas na casa dela, cara. Quanta coisa. Pena que ela mora lá do outro lado da cidade.

Esperando, ansiosamente, outros dias de estudo.